Terça-feira, 05 de Janeiro de 2016 - Da Redação
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem uma missão institucional que talvez esteja mergulhada em ineditismos. Caberá a ele decidir se finalmente irá denunciar ou não o principal nome da oposição ao governo, o senador Aécio Neves, em crime que tem atingido uma soma considerável de políticos e executivos envolvidos na operação Lava-Jato: recebimento de propina. Aécio, cujo nome já apareceu em outras denúncias, todas relevadas pelo PGR, foi novamente citado como beneficiário agora de uma soma de R$ 300 mil. Janot, que tem atuado de maneira rigorosa em boa parte das investigações, poderá comprometer a credibilidade da investigação caso, mais uma vez, poupe Aécio. Leia a reportagem publicada no site Viomundo.
por Conceição Lemes
Na última quarta-feira de 2015, 30 de dezembro, o repórter Rubens Valente revelou na Folha de S. Paulo duas bombas:
*Em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, Carlos Alexandre de Souza Rocha afirmou que, no segundo semestre de 2013 (entre setembro e outubro) levou R$ 300 mil a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O "Ceará", como é conhecido, era entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.
* "Ceará" prestou depoimento em 1º de julho de 2015. Portanto, seis meses atrás.
"A cada dia surge uma nova evidencia do comprometimento do Aécio em esquemas de corrupção", diz, de saída, em entrevista exclusiva ao Viomundo o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). "Aécio sempre foi patrocinado por grandes empresas, misturando frequentemente a sua vida privada com esses financiamentos."
"Agora, o senador Aécio quer aparecer como arauto da ética e da moral no Brasil", prossegue Correia. "Só que ele não tem a menor condição de sê-lo".
From Conexão Jornalismo. Coluna: Política.
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