Na eventualidade de Motta ganhar, aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já sinalizam que as oito vagas do PMDB na comissão especial do impeachment serão ocupadas por deputados que fazem oposição ao governo, o que desequilibrará a composição do colegiado desfavoravelmente à presidente Dilma Rousseff.
De forma reservada, Dilma tem dito que é fundamental ter as vagas do PMDB para controlar a comissão do impeachment.
Segundo um interlocutor, Cunha aposta em controlar a comissão para comandar o tempo do processo de afastamento da presidente da República, podendo acelerar o ritmo, se houver ambiente favorável nas ruas pelo impedimento da petista, ou frear o andamento dos trabalhos da comissão em um cenário de desmobilização popular.
Para o Planalto, entretanto, a candidatura de Hugo Motta é de oposição, e, por isso, os palacianos avaliam que não há outra opção a não ser trabalhar pela recondução do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança da bancada peemedebista.
Texto de Gerson Camarotti, Blog do Camarotti (Direitos Autorais)

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